Varizes: o que são, porque aparecem e o que fazer

O que são varizes, como falham as válvulas das veias, a classificação CEAP C0–C6, fatores de risco, sinais de alarme e o que a evidência mostra de cada tratamento.

≥ 3 mm
diâmetro a partir do qual uma veia dilatada é classificada como variz (CEAP C2)
39,7 % / 32,2 %
prevalência de varizes em homens e mulheres, Edinburgh Vein Study
~3 milhões
portugueses que convivem com Doença Venosa Crónica, segundo a SPCCTV

Varizes: o que são, porque aparecem e o que fazer

Resposta curta: varizes são veias das pernas dilatadas de forma permanente, com 3 mm ou mais de diâmetro, que aparecem quando as válvulas dentro da veia deixam de fechar bem. O sangue reflui por gravidade, acumula-se, a pressão dentro da veia sobe e a parede cede — é este o mecanismo, e é ele que explica porque nenhum produto aplicado sobre a pele resolve a causa. As varizes não são uma condição estática: sem tratamento adequado, a doença venosa tende a progredir ao longo dos anos.

Esta página é o ponto de partida do site. Explica o mecanismo, mostra a escala clínica internacional que os médicos usam para dizer «em que fase está» (CEAP C0–C6), os números de prevalência, os fatores de risco com o peso de evidência de cada um, os sinais que exigem médico no mesmo dia — e liga para as páginas onde cada tratamento é analisado em detalhe, com preços praticados em Portugal.

≥ 3 mm
diâmetro a partir do qual uma veia dilatada é classificada como variz (CEAP C2)
39,7 % / 32,2 %
prevalência de varizes em homens e mulheres, Edinburgh Vein Study
~3 milhões
portugueses que convivem com Doença Venosa Crónica, segundo a SPCCTV
C0 a C6
escala clínica CEAP, de «sem sinais visíveis» a «úlcera venosa ativa»

O que são varizes, exatamente?

Uma variz é uma veia superficial da perna dilatada de forma permanente, com diâmetro igual ou superior a 3 mm. É a classe C2 da classificação clínica internacional CEAP (CEAP, StatPearls/NCBI).

Nem toda a veia visível é uma variz, e a diferença tem nome próprio em português de Portugal:

Como se chama Diâmetro Classe CEAP
Derrames (telangiectasias) menos de 1 mm, azulados ou avermelhados C1
Veias reticulares 1 a 3 mm C1
Varizes / veias varicosas 3 mm ou mais C2

Os derrames são o termo popular usado em Portugal para os pequenos vasos dilatados dos tornozelos e das coxas (Cirurgia Vascular). Aparecem frequentemente na mesma perna que já tem varizes, mas não são a mesma coisa nem se tratam da mesma maneira.

O termo institucional usado em Portugal para o quadro completo é Doença Venosa Crónica (DVC), o mesmo que a literatura científica chama insuficiência venosa crónica. Varizes visíveis são um dos sinais da doença — não são a doença toda.


Porque é que as varizes aparecem?

As varizes aparecem por falha das válvulas dentro da veia. As veias das pernas têm válvulas unidirecionais que impedem o sangue de refluir por gravidade. Quando essas válvulas ficam incompetentes, o sangue reflui e acumula-se, a pressão dentro da veia aumenta — hipertensão venosa — e a veia dilata-se progressivamente (StatPearls/NCBI).

O mecanismo é sempre o mesmo, seja qual for a causa de fundo: falha valvular → refluxo → dilatação.

Segundo a American Academy of Family Physicians, o retorno venoso normal assenta em três fatores: a bomba muscular da barriga da perna, o movimento e a integridade das válvulas. A falha de qualquer um deles contribui para a doença venosa (AAFP, 2019).

Daqui saem duas consequências práticas que atravessam todo este site.

Estar muitas horas parado, de pé ou sentado, tira do sistema a bomba muscular: o músculo da barriga da perna só empurra o sangue para cima quando contrai. Um turno inteiro imóvel deixa o retorno entregue apenas às válvulas.

A outra consequência é sobre produtos. A válvula danificada está dentro da veia, por baixo da pele, do tecido e da parede vascular. Nenhuma substância aplicada por fora lhe chega.


Em que fase estou? A classificação CEAP C0–C6

A CEAP é a escala internacional que classifica a doença venosa crónica. As iniciais correspondem a Clínica, Etiológica, Anatómica e Patofisiológica. Foi criada em 1994 pelo American Venous Forum e atualizada em 2020, e é o padrão aceite em todo o mundo (StatPearls/NCBI).

Na prática do consultório, o que se usa quase sempre é a parte clínica: as classes C0 a C6.

Classe O que significa O que se vê na perna
C0 Sem sinais visíveis nem palpáveis Pode haver queixas sem nada visível
C1 Telangiectasias ou veias reticulares (menos de 3 mm) Derrames, vasos finos azulados
C2 Varizes (3 mm ou mais) Veias salientes e tortuosas
C3 Edema de origem venosa Inchaço do tornozelo ao fim do dia
C4a Pigmentação ou eczema Pele acastanhada, descamação
C4b Lipodermatosclerose ou atrofia branca Pele endurecida, zonas brancas
C5 Úlcera venosa cicatrizada Cicatriz de ferida junto ao tornozelo
C6 Úlcera venosa ativa Ferida aberta que não cicatriza

Cada classe leva ainda uma letra: A de assintomática ou S de sintomática. C2S significa varizes visíveis com sintomas — dor, peso, cãibras. C2A significa as mesmas veias visíveis sem qualquer queixa (StatPearls/NCBI).

Esta letra pesa mais do que parece. Duas pernas com o mesmo aspeto podem estar em situações clínicas diferentes.

É por isso que ninguém se classifica a si próprio a partir de uma fotografia.


Quantas pessoas têm varizes?

As varizes são das condições crónicas mais frequentes na Europa. O Edinburgh Vein Study, uma coorte populacional escocesa, encontrou uma prevalência ajustada por idade de 39,7% nos homens e 32,2% nas mulheres; para insuficiência venosa crónica, os valores foram de 9,4% e 6,6% (Edinburgh Vein Study).

Estudo População Varizes Insuficiência venosa crónica
Edinburgh Vein Study Escócia, coorte populacional 39,7% homens · 32,2% mulheres 9,4% homens · 6,6% mulheres
Bonn Vein Study II Alemanha, 6,6 anos de seguimento 22,7% → 25,1% 14,5% → 16,0%

O Bonn Vein Study II acrescenta a dimensão do tempo: ao longo de 6,6 anos de seguimento, surgiram varizes novas em 13,7% dos participantes e insuficiência venosa crónica nova em 13,0%, com incidência a aumentar com a idade (Bonn Vein Study II). O Edinburgh Vein Study mediu uma incidência anual de novas varizes de cerca de 1,4%, semelhante em homens e mulheres.

Não é um problema «de nascença». Aparece ao longo da vida adulta.

Em Portugal, segundo Gonçalo Cabral, presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Cardio-Torácica e Vascular, cerca de três milhões de portugueses convivem com Doença Venosa Crónica, afetando mais mulheres do que homens; mais de 90% dos casos associados a refluxo da veia safena podem ser tratados com técnicas minimamente invasivas (Atlas da Saúde). É uma declaração de especialista nomeado, não uma estatística oficial com estudo primário publicado — vale como ordem de grandeza.


Quem tem mais risco de vir a ter varizes?

Os fatores de risco com evidência consistente entre fontes clínicas são história familiar, sexo feminino, idade, pressão intra-abdominal cronicamente aumentada e tempo prolongado em pé (AAFP, 2019).

Fator O que se sabe Força da evidência
História familiar de doença venosa Fator documentado em revisões clínicas Consistente (AAFP)
Sexo feminino Prevalência e procura de cuidados mais altas Consistente (AAFP)
Idade avançada Incidência sobe com a idade nas coortes Consistente (AAFP, Bonn)
Gravidez Prevalência de varizes em grávidas relatada até 47% Estudos citados na literatura
Excesso de peso e obesidade Aumenta a pressão venosa nas pernas Consistente (AAFP, StatPearls)
Muitas horas em pé Anula a bomba muscular da barriga da perna Consistente (AAFP)
Sedentarismo Reduz a eficácia da bomba muscular StatPearls
Obstipação crónica Aumento crónico da pressão intra-abdominal AAFP
Trombose venosa profunda prévia Lesão valvular residual StatPearls
Contracetivo hormonal oral Associação observada num estudo transversal Fraca — não estabelece causa

Há duas linhas desta tabela que não podem ficar sem explicação.

A gravidez é o fator com maior peso numérico: a prevalência de varizes em grávidas foi relatada até 47% em estudos citados na literatura, associada também a história familiar positiva e a gravidezes anteriores (PubMed). É o tema de uma página própria sobre varizes na gravidez.

A pílula é um caso diferente. Um estudo transversal de 2025 observou associação entre uso de contracetivos hormonais orais e maior ocorrência de varizes nas participantes (PMC), mas o desenho transversal não estabelece causalidade e a amostra é regional. Dizer «a pílula causa varizes» é ir muito além do que este estudo permite.


Que sintomas dão as varizes?

Os sintomas mais descritos são peso e cansaço nas pernas ao fim do dia, dor, inchaço do tornozelo, cãibras noturnas, formigueiro, dormência e comichão. Em Portugal, a queixa mais frequentemente formulada é «pernas pesadas», geralmente ao final do dia (Daflon PT).

Há um pormenor que confunde muita gente: a intensidade dos sintomas não acompanha o tamanho das veias. Uma perna com veias muito salientes pode não doer, e uma perna sem veias visíveis pode ter queixas reais — é exatamente a diferença entre C2A e C0S na escala CEAP.

A distinção entre cansaço normal e sintoma venoso, o que agrava as queixas e a partir de que ponto deixa de ser estética está detalhada na página de sintomas e causas das varizes.


As varizes pioram com o tempo?

A doença venosa crónica é progressiva quando não é tratada. Segundo documento técnico da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, o tratamento adequado pode refrear a progressão; sem tratamento, o risco de feridas extensas e de difícil cicatrização aumenta progressivamente. Entre 50 e 75% das úlceras de estase demoram 4 a 6 meses a cicatrizar e pelo menos uma em cada cinco permanece aberta há mais de dois anos (SBACV).

Isto não significa que toda a gente com derrames acabe com uma úlcera. A maioria das pessoas mantém-se em C1 ou C2 durante décadas. Significa outra coisa: sem nada feito, a direção natural da doença é para cima na escala, não para baixo.

E há um facto a saber antes de comprar seja o que for: nenhum tratamento disponível é descrito como cura definitiva das varizes, porque a predisposição das válvulas e da parede venosa permanece (SBACV). Todos os tratamentos existentes visam melhorar sintomas e sinais.


O que funciona, o que alivia e o que não faz nada

Cada linha desta tabela tem uma página própria com a evidência detalhada e os preços praticados em Portugal.

Abordagem O que a evidência mostra Onde está detalhado
Meias de compressão Eficácia de alta certeza na prevenção de TVP em voos longos (odds ratio 0,10, Cochrane 2021); bem documentada na IVC avançada e na cicatrização de úlceras (IQWiG) Guia das meias de compressão
Venotónicos orais (diosmina, castanheiro-da-índia) Certeza moderada de redução ligeira do edema; eficácia limitada nos restantes sintomas (Cochrane 2020) Cremes e ativos venotónicos
Cremes tópicos Alívio sintomático local; nenhum estudo mostra eliminação da variz — a válvula não é acessível por fora Comparação de cremes
Escleroterapia, laser, radiofrequência, cirurgia Atuam sobre a veia doente, com preços entre 140 € por sessão e 2 500 € por perna em privado Tratamentos e preços
Vinagre de maçã, alho, argila Nenhum ensaio clínico randomizado sustenta efeito sobre as varizes Tratamento caseiro: o que diz a evidência

Sobre a compressão e sobre os venotónicos há mais a dizer do que cabe numa célula de tabela.

A compressão é a única medida deste quadro com eficácia de alta certeza em revisão Cochrane, e mesmo essa não promete apagar as veias já visíveis: a revisão CD008819.pub4 concluiu que falta evidência de alta certeza para a compressão como tratamento inicial único das varizes (Cochrane). O mecanismo pelo qual funciona está descrito pelo instituto alemão IQWiG: a pressão externa ajuda as válvulas a fechar corretamente e acelera o retorno do sangue ao coração (IQWiG).

Sobre os ativos venotónicos, há um dado regulatório que raramente aparece nas embalagens: o Regulamento (UE) n.º 1229/2014 não autorizou a alegação de que a combinação de diosmina, troxerutina e hesperidina ajuda a manter a permeabilidade venoso-capilar normal, porque a EFSA concluiu que a relação de causa-efeito não foi estabelecida (EFSA Journal 2014;12(1):3511).


EmergênciaSinais de alarme: quando não é «varizes normais»

Nenhuma meia, creme ou medida caseira substitui avaliação médica nestas situações.

Trombose venosa profunda (TVP). O quadro é quase sempre assimétrico: dor ou latejar persistente numa perna — em regra só numa, na barriga da perna —, com inchaço, pele quente ao toque, vermelhidão ou descoloração e veias superficiais dilatadas. Ainda assim, cerca de metade dos casos não dá sintomas evidentes (Mayo Clinic). Face a uma cãibra vulgar há uma distinção prática: a dor da TVP mantém-se, não passa em minutos e não cede a alongamento nem a massagem (Caprini Risk Score).

Ligue 112 imediatamente se à dor e ao inchaço da perna se juntar falta de ar, dor no peito, tontura, desmaio, batimento cardíaco acelerado ou tosse com sangue. Pode ser um coágulo que se deslocou para o pulmão — embolia pulmonar, uma emergência com risco de vida (Mayo Clinic).

Hemorragia de uma variz. Deite-se, eleve a perna acima do nível do coração e faça pressão direta e constante com um pano limpo durante 10 minutos, no mínimo, sem levantar o pano para espreitar. Passados 20 minutos de pressão mantida, se ainda sangrar, chame os serviços de emergência sem aliviar a pressão nem baixar a perna (PMC). A razão pela qual isto é uma emergência está na física do problema: a pressão dentro da variz é elevada (British Journal of General Practice).

Úlcera venosa. Ferida aberta perto do tornozelo que não cicatriza. Marca doença venosa avançada, classes C5 e C6 da CEAP, e pede avaliação médica em vez de creme de venda livre. Sem tratamento adequado, 50 a 75% destas úlceras demoram 4 a 6 meses a cicatrizar (SBACV).

Tromboflebite superficial. Ao longo de uma veia logo abaixo da pele aparecem vermelhidão, inchaço e sensibilidade ao toque, por vezes com febre; é frequente em quem já tem varizes (Cleveland Clinic). Passa a urgente se a vermelhidão avançar em direção à virilha ou ao joelho, se a perna inchar mais ou se a dor piorar — pode ser progressão para trombose profunda (Patient.info).

Excluídas estas situações, a medida com melhor evidência do quadro acima é a compressão — e a escolha da classe é o passo seguinte.


Por onde continuar: mapa do site

Este site tem uma página para cada decisão concreta que aparece a quem tem varizes. A lista completa, por ordem de utilidade:

Sintomas e causas

  • Sintomas e causas das varizes — como distinguir cansaço normal de sintoma venoso, o que agrava as queixas e a partir de que ponto deixa de ser questão estética.

Meias de compressão — a medida com melhor evidência

Cremes e ativos venotónicos

Tratamentos médicos e dinheiro

Situações específicas

Sobre o site

  • Como trabalhamos — que fontes usamos, como as hierarquizamos e o que nos leva a não publicar uma afirmação.
  • Quem somos — quem escreve e com que critério.
  • Contactos — como assinalar um erro factual ou um preço desatualizado.
  • Aviso legal e política de privacidade — termos de utilização, divulgação de afiliação e tratamento de dados.

O que este site faz — e o que não faz

Aqui encontra o mecanismo da doença explicado a partir de fontes clínicas, a escala CEAP com todas as classes, os números de prevalência com o estudo de origem, o que cada tratamento mostrou em revisões sistemáticas, os preços praticados em Portugal e os sinais que exigem urgência.

Aqui não encontra um diagnóstico da sua perna, a indicação da classe de compressão que deve usar, nem a decisão entre escleroterapia e laser. Isso depende de exame físico e, muitas vezes, de eco-Doppler — e é decisão de médico, com a perna à frente.

Se ainda não teve consulta, este site serve para chegar lá a saber que perguntas fazer. Se já teve, serve para perceber o que lhe foi dito.


Porque não publicamos fotografias de «antes e depois»

Não publicamos fotografias de resultados, nem imagens de pernas reais de pacientes, e a razão não é estética. Uma fotografia de antes e depois é uma promessa implícita de resultado individual — e nenhum tratamento de varizes promete isso: todos visam melhorar sintomas e sinais, nenhum é descrito como cura definitiva, porque a predisposição das válvulas permanece (SBACV).

Também não publicamos testemunhos nem avaliações de utilizadores. Não temos forma de os verificar, e um testemunho não verificável é o instrumento mais eficaz para vender algo que os dados não sustentam.

O que publicamos é comparável: mmHg, miligramas, euros e a fonte de cada afirmação.



Avisos

Aviso médico. Conteúdo informativo, não substitui consulta médica. Sintomas persistentes ou agravamento exigem avaliação por médico.

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Publicado a 22 de agosto de 2026. Última atualização: 22 de agosto de 2026.

Fontes utilizadas

  1. StatPearls/NCBI, insuficiência venosa e mecanismo valvular — https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK470194/
  2. StatPearls/NCBI, classificação CEAP — https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK557410/
  3. AAFP (2019), doença venosa crónica e fatores de risco — https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2019/0601/p682.html
  4. Edinburgh Vein Study, prevalência e incidência — https://www.jvsvenous.org/article/S2213-333X(12)00091-1/fulltext
  5. Bonn Vein Study II (Rabe E, Pannier F), seguimento de 6,6 anos — https://www.jvascsurg.org/article/S0741-5214(09)02285-X/fulltext
  6. Atlas da Saúde, declaração de Gonçalo Cabral (SPCCTV) — https://www.atlasdasaude.pt/artigos/3-milhoes-de-portugueses-convivem-com-doenca-venosa-cronica
  7. PubMed, varizes na gravidez e fatores associados — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16964695/
  8. PMC (2025), estudo transversal sobre contracetivos orais e varizes — https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11790183/
  9. SBACV, insuficiência venosa crónica e úlceras — https://sbacvsp.com.br/wp-content/uploads/2016/05/insuficiencia-venosa-cronica.pdf
  10. Cochrane CD008819.pub4 (2021), compressão no tratamento inicial das varizes — https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD008819.pub4/full
  11. IQWiG / InformedHealth, efeito e uso das meias de compressão — https://www.informedhealth.org/effect-and-use-of-medical-compression-stockings.html
  12. EFSA Journal 2014;12(1):3511, alegação não autorizada — https://efsa.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.2903/j.efsa.2014.3511
  13. Mayo Clinic, trombose venosa profunda — https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/deep-vein-thrombosis/symptoms-causes/syc-20352557
  14. PMC, primeiros socorros na hemorragia de variz — https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10993626/
  15. British Journal of General Practice, hemorragia de variz — https://bjgp.org/content/72/722/448
  16. Cleveland Clinic, tromboflebite superficial — https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/17523-superficial-thrombophlebitis

Fontes complementares citadas no texto: Cirurgia Vascular (derrames e calibres) — https://www.cirurgia-vascular.pt/blog/telangiectasias-derrames-muito-alem-da-estetica-104/ · Daflon PT (linguagem «pernas pesadas») — https://daflon.pt/pernas-pesadas-dor-nas-pernasdoenca-venosa-cronica · Caprini Risk Score (TVP vs. cãibra) — https://capriniriskscore.org/news/early-warning-signs-how-to-tell-if-you-have-deep-vein-thrombosis/ · Patient.info (progressão da tromboflebite) — https://patient.info/heart-health/varicose-veins-leaflet/superficial-thrombophlebitis

Perguntas frequentes

As varizes desaparecem sozinhas?

Não. A dilatação da veia resulta de válvulas que deixaram de fechar, uma alteração estrutural que não se reverte espontaneamente. Nas varizes que surgem na gravidez, o dado disponível na literatura é indireto e pouco animador: ter gravidezes anteriores está associado à presença de varizes, o que indica que nem tudo regride depois do parto.

Varizes são um problema estético ou de saúde?

Depende da classe. C1 e C2 sem sintomas podem ser apenas estéticos; a partir de C3, com edema de origem venosa, e sobretudo em C4 a C6, com alterações de pele e úlceras, é doença com consequências clínicas.

Qual é a diferença entre varizes e derrames?

O diâmetro. Derrames, ou telangiectasias, têm menos de 1 mm; veias reticulares, 1 a 3 mm; varizes, 3 mm ou mais. Derrames e reticulares correspondem à classe C1 da CEAP, varizes à classe C2.

Andar a pé faz bem ou faz mal às varizes?

A bomba muscular da barriga da perna é um dos três fatores que sustentam o retorno venoso, segundo a AAFP — e só funciona com o músculo a contrair. A permanência prolongada em pé sem movimento é que consta como fator de risco documentado, não a marcha.

Existe cura para as varizes?

Não no sentido de eliminar a predisposição. Todos os tratamentos disponíveis visam melhorar sintomas e sinais; a fragilidade das válvulas e da parede venosa mantém-se, razão pela qual podem surgir novas veias mesmo depois de um tratamento bem-sucedido.

Quantos portugueses têm doença venosa crónica?

Cerca de três milhões, segundo declaração do presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Cardio-Torácica e Vascular. É uma estimativa de fonte médica nomeada, não um valor de registo nacional.

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